
Capitulo 3 & 4
Cap 3
Eu cheguei em casa alguns minutos depois e me sentei no sofá com meus doces. Liguei a tv em um canal de filmes e fiquei assistindo enquanto comia. Fiquei com um sentimento estranho. Um vazio. Como se faltasse algo. Mas o que? Eu tinha doces, tv e cobertores! O que faltava?
Não me venha falar de sentimentos, por favor. Pra mim isso é tudo baboseira inventada pra enganar as pessoas e manter relações sexuais com elas por um certo espaço de tempo. Então você se “apaixona” por outra pessoa e fode com ela até enjoar. Não venha me dizer que não é assim, por que eu já estou bem grandinha e sei que é.
Eu me levantei do sofá preguiçosamente e ainda me sentindo vazia. Nunca me senti assim. Eu estava completa! Eu tinha meu trabalho, uma vida boa (ótima), não precisava de mais nada. Só de uma boa noite de sono.
Fui até minha cama e me deitei de barriga pra cima. Porra, ela era enorme. E só eu dormia lá, desde que me mudei. Certo, talvez eu precise de alguém. Não pra amar. Pra sexo mesmo. Só isso.
Eu adormeci pensando num homem muito gostoso pra eu pegar e amanheci da mesma forma.
Dez da manhã novamente. Pontual? Sim, obrigada. Eu caminhei até o banheiro e fiz minha higiene pessoal. Fui tomar meu café improvisado, já que não poderia ir até a padaria, graças àquele funcionário gostoso e inconveniente e à inútil da empregada ainda estava doente.
Peguei as chaves do meu carro e fui até o escritório. Minha sala fica no décimo andar, é uma ótima vista.
Cap 4
- Senhorita? - Minha secretária entrou.
- Sim? - Eu me virei pra ela.
- Ele quer vê-la. - ela disse.
Eu me levantei, fechando meu paletó e saí da sala ignorando-a. Caminhei pelos extensos corredores do prédio e parei em frente à porta, que durante os cinco anos que trabalho aqui, nunca vi ninguém cruzar.
- Entre. - A voz soou lá de dentro. Ele tinha câmeras na entrada.
Eu abri a porta e entrei. Não tinha ninguém, só um telão atrás de uma mesa grande. O telão se ligou sozinho e nele apareceu alguém sentado em uma cadeira, mas era impossível de se enxergar, o vídeo era gravado no breu, podendo-se ver apenas a sombra da cadeira e da pessoa.
- Então Blanco, como eu já lhe informei, essa missão não vai ser fácil. O nosso alvo é muito esperto, mais esperto que você. E dessa vez você não terá informações nem suspeitas. O caso deve ser mantido em total sigilo. Ouça bem, eu disse TOTAL. Se alguém ou ALGO souber de qualquer coisa relacionada ao caso, você será automaticamente culpada e morta. Okay? - ele foi direto e claro.
- Okay. - eu disse simplesmente.
- Bem, o que eu quero é apenas uma coisa: Descubra seu nome. - ele disse após um espaço de tempo.
- O nome? Pra quê? - eu perguntei confusa.
- Não importa. Não agora. Eu apenas quero o nome dele. - ele disse ríspido. - eis a foto.
No telão apareceu um homem alto, cabelos castanhos e péle clara.[n/a: okey, sorry pra nós Aguiar’s que ele não é alto.] Ele. O tal de Arley. Céus! O que aquele panaca teria de importante?
- O nome dele é Arley Adans. - eu lhe disse.
- Haha. Não, não é. Isso é mais um dos seus disfarces. Acredite em mim. - ele disse dando risada. - A única coisa que se sabe dele é sua origem. Francesa ou inglesa, não se sabe ao certo. Não se sabe nada dele. - ele pigarreou. - Você tem duas semanas pra cumprir a primeira parte da missão.
- Qual é a segunda parte?
- Você verá.
Continua...
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