
Cap 8
[-Flashback-] [-terceira pessoa-]
Lua não queria admitir, mas estava nervosa. Estalava seus dedos todas as vezes que eles permitiam e roía as unhas eventualmente, mesmo se repreendendo por isso. Afinal, que raios o “misterioso presidente da empresa” queria com ela?
O telefone deu um toque na sua sala do décimo andar. Ela mordeu os lábios e apertou o viva-voz.
- Ele quer falar com a senhorita agora. - A voz suave da sua secretária instalou-se no cômodo.
- Passe a chamada, por favor. - Ele disse escondendo o nervosismo na voz.
- Um ship. - Foi a primeira coisa que ela ouviu da voz.
- Hãn? - Seu nervosismo deu lugar a total confusão.
- Um ship. Instalaremos um ship em seu corpo. - A voz soou novamente.
- Pra que diabos você iria querer um ship em meu corpo!? - Lua estranhou.
- Segurança. Você é uma dos nossas melhores espiãs, queremos ter o cuidado de implantar um ship localizador, assim não perderemos você de vista. Além de quê, fica mais fácil de te encontrar.
- Eu não gosto dessa idéia.
- Por que?
- Me sinto vigiada.
- Acredite, você nem vai notar.
Lua não queria admitir, mas estava nervosa. Estalava seus dedos todas as vezes que eles permitiam e roía as unhas eventualmente, mesmo se repreendendo por isso. Afinal, que raios o “misterioso presidente da empresa” queria com ela?
O telefone deu um toque na sua sala do décimo andar. Ela mordeu os lábios e apertou o viva-voz.
- Ele quer falar com a senhorita agora. - A voz suave da sua secretária instalou-se no cômodo.
- Passe a chamada, por favor. - Ele disse escondendo o nervosismo na voz.
- Um ship. - Foi a primeira coisa que ela ouviu da voz.
- Hãn? - Seu nervosismo deu lugar a total confusão.
- Um ship. Instalaremos um ship em seu corpo. - A voz soou novamente.
- Pra que diabos você iria querer um ship em meu corpo!? - Lua estranhou.
- Segurança. Você é uma dos nossas melhores espiãs, queremos ter o cuidado de implantar um ship localizador, assim não perderemos você de vista. Além de quê, fica mais fácil de te encontrar.
- Eu não gosto dessa idéia.
- Por que?
- Me sinto vigiada.
- Acredite, você nem vai notar.
Eu acordei e estiquei os braços, sentindo meus olhos reclamarem da luz. Eu olhei ao redor, querendo ao menos identificar onde estava. Amnésia matinal. Normal. Eu senti um peso quente na minha barriga e olhei pro lado. Ele estava lá, sem roupas. Sim, tão desnudo quanto eu.
“Não deveríamos ter ido tão longe, não deveríamos ter ido tão longe, não deveríamos ter ido tão longe. Merda!”
Eu me repreendia mentalmente, até vê-lo abrir os olhos e sorrir. Okay, talvez o sorriso dele tenha feito o meu arrependimento esvaecer um pouco.
- Bom dia. - ele disse ainda sorridente.
Na minha mente não passava nada. Apenas a frase: não deveríamos ter ido tão longe.
- Não deveríamos ter ido tão longe. - eu lhe disse seriamente.
- Mas fomos. E foi divertido, confesse. - ele disse, levantando-se e pondo uma samba canção.
- É, talvez... - eu disse vagamente. - Que horas são?
- Onze da manhã. - ele disse após verificar um relógio sobre o criado mudo.
- ONZE!? Tem certeza que esse relógio não está adiantado!? - eu perguntei assustada. Onze da manhã? Talvez dez e três, dez e cinco... Mas onze da manhã? Ninguém me faz dormir até mais de dez!
- Tenho, ué. Onze da manhã. - ele disse calmamente.
Como assim, ele tinha conseguido me fazer dormir uma hora a mais que a minha rotina permitia? Okay, ele podia ser meu alvo, mas não podia mudar a minha vida assim, radicalmente! Ora, vamos! Eu transei com um possível maníaco criminoso e acordei uma hora fora do meu horário. Pode parecer drama, mas isso não é normal. Absolutamente.
- Preciso ir. - eu declarei, me levantando e vestindo a roupa.
- Fique para o café. - ele sorriu.
- Não posso. - menti. Apenas não queria ficar. Sentia um embrulho no estômago ao vê-lo. Não embrulho, mas “Borboletas no estômago”.
- Você gosta de tomar o quê no café? - ele perguntou, me ignorando.
- Eu não vou ficar. - eu declarei.
- Okay. Vou fazer torradas. - ele disse saindo do quarto.
E agora ele mandava em mim. Ótimo.
Eu saí do quarto e fui até a cozinha, onde ele estava em frente à torradeira, ainda de samba canção.
“Não deveríamos ter ido tão longe, não deveríamos ter ido tão longe, não deveríamos ter ido tão longe. Merda!”
Eu me repreendia mentalmente, até vê-lo abrir os olhos e sorrir. Okay, talvez o sorriso dele tenha feito o meu arrependimento esvaecer um pouco.
- Bom dia. - ele disse ainda sorridente.
Na minha mente não passava nada. Apenas a frase: não deveríamos ter ido tão longe.
- Não deveríamos ter ido tão longe. - eu lhe disse seriamente.
- Mas fomos. E foi divertido, confesse. - ele disse, levantando-se e pondo uma samba canção.
- É, talvez... - eu disse vagamente. - Que horas são?
- Onze da manhã. - ele disse após verificar um relógio sobre o criado mudo.
- ONZE!? Tem certeza que esse relógio não está adiantado!? - eu perguntei assustada. Onze da manhã? Talvez dez e três, dez e cinco... Mas onze da manhã? Ninguém me faz dormir até mais de dez!
- Tenho, ué. Onze da manhã. - ele disse calmamente.
Como assim, ele tinha conseguido me fazer dormir uma hora a mais que a minha rotina permitia? Okay, ele podia ser meu alvo, mas não podia mudar a minha vida assim, radicalmente! Ora, vamos! Eu transei com um possível maníaco criminoso e acordei uma hora fora do meu horário. Pode parecer drama, mas isso não é normal. Absolutamente.
- Preciso ir. - eu declarei, me levantando e vestindo a roupa.
- Fique para o café. - ele sorriu.
- Não posso. - menti. Apenas não queria ficar. Sentia um embrulho no estômago ao vê-lo. Não embrulho, mas “Borboletas no estômago”.
- Você gosta de tomar o quê no café? - ele perguntou, me ignorando.
- Eu não vou ficar. - eu declarei.
- Okay. Vou fazer torradas. - ele disse saindo do quarto.
E agora ele mandava em mim. Ótimo.
Eu saí do quarto e fui até a cozinha, onde ele estava em frente à torradeira, ainda de samba canção.
Cap 9
- Você cedeu. - ele falou em tom de deboche.
- Hãn? - eu não entendi.
- Você cedeu, ontem. Você gritou. - ele virou-se e riu.
- Você cedeu primeiro, honey. Me trouxe pra sua casa. - eu pisquei.
- Haha. Não é minha casa. - ele riu debochado.
- Como assim!? - eu me assustei.
- É casa do meu amigo. Micael Borges. Ele está viajando e pediu que eu cuidasse da casa pra ele. - ele sorriu vitorioso.
- Quer dizer que eu dei pra você a toa!? - eu perguntei indignada.
- Sim! - ele sorriu exageradamente.
- Você me paga!
- Você não achou que EU fosse ceder, não é mesmo? - ele disse irritantemente.
Sabe quando uma pessoa te irrita profundamente e você tem uma vontade louca e incontrolável de beijar ela, após chutar sua bunda?
- Cara, eu te odeio. - eu bufei.
Ele sorriu e se aproximou me dando um longo selinho.
- Não fique chateada. Pelo menos foi bom. - ele disse, voltando a encarar a sanduicheira.
- Quem te disse!? - eu cruzei os braços.
- “Awwwn, Arley! Não pára! Mais foorte! Awww!” - ele imitou minha voz.
Eu corei e levantei da cadeira irritado.
-Tô indo! - eu falei procurando meu casaco.
- Vem cá! Era brincadeira, querida! - ele disse rindo e me abraçando pela cintura.
- Tô indo do mesmo jeito. - dei de ombros.
- Ah, não! Eu tava só brincando um pouquinho, poxa! - ele disse me virando de frente pra ele.
Eu suspirei e rolei os olhos.
- Tá! Eu já entendi! O que mais você quer?! - eu falei impaciente.
- Primeiro, que você diga que não está chateada. Segundo, um beijo bem demorado e terceiro, que você vá comprar pão mais tarde. - ele piscou o olho.
Eu ainda sentia uma réstia de raivinha dele, mas incrivelmente não conseguia ficar chateada.
Dei um sorriso de canto.
- Eu não estou chateada. - eu disse colocando a mão em seu rosto e o puxando pra um longo beijo. - E acho que acabou o pão lá em casa. - eu falei colocando o indicador na boca, com falsa inocência.
Ele sorriu e me abraçou pela cintura.
- Preciso ir. - dei-lhe um leve selinho e me desvencilhei dos seus braços.
- Não demora pra ir comprar pão, tá? - ele gritou em pé na sala, enquanto eu cruzava a porta.
Apenas lhe lancei um beijo no ar e saí.
- Hãn? - eu não entendi.
- Você cedeu, ontem. Você gritou. - ele virou-se e riu.
- Você cedeu primeiro, honey. Me trouxe pra sua casa. - eu pisquei.
- Haha. Não é minha casa. - ele riu debochado.
- Como assim!? - eu me assustei.
- É casa do meu amigo. Micael Borges. Ele está viajando e pediu que eu cuidasse da casa pra ele. - ele sorriu vitorioso.
- Quer dizer que eu dei pra você a toa!? - eu perguntei indignada.
- Sim! - ele sorriu exageradamente.
- Você me paga!
- Você não achou que EU fosse ceder, não é mesmo? - ele disse irritantemente.
Sabe quando uma pessoa te irrita profundamente e você tem uma vontade louca e incontrolável de beijar ela, após chutar sua bunda?
- Cara, eu te odeio. - eu bufei.
Ele sorriu e se aproximou me dando um longo selinho.
- Não fique chateada. Pelo menos foi bom. - ele disse, voltando a encarar a sanduicheira.
- Quem te disse!? - eu cruzei os braços.
- “Awwwn, Arley! Não pára! Mais foorte! Awww!” - ele imitou minha voz.
Eu corei e levantei da cadeira irritado.
-Tô indo! - eu falei procurando meu casaco.
- Vem cá! Era brincadeira, querida! - ele disse rindo e me abraçando pela cintura.
- Tô indo do mesmo jeito. - dei de ombros.
- Ah, não! Eu tava só brincando um pouquinho, poxa! - ele disse me virando de frente pra ele.
Eu suspirei e rolei os olhos.
- Tá! Eu já entendi! O que mais você quer?! - eu falei impaciente.
- Primeiro, que você diga que não está chateada. Segundo, um beijo bem demorado e terceiro, que você vá comprar pão mais tarde. - ele piscou o olho.
Eu ainda sentia uma réstia de raivinha dele, mas incrivelmente não conseguia ficar chateada.
Dei um sorriso de canto.
- Eu não estou chateada. - eu disse colocando a mão em seu rosto e o puxando pra um longo beijo. - E acho que acabou o pão lá em casa. - eu falei colocando o indicador na boca, com falsa inocência.
Ele sorriu e me abraçou pela cintura.
- Preciso ir. - dei-lhe um leve selinho e me desvencilhei dos seus braços.
- Não demora pra ir comprar pão, tá? - ele gritou em pé na sala, enquanto eu cruzava a porta.
Apenas lhe lancei um beijo no ar e saí.
Continua...
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