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10 novembro 2012

Should I be Shoked?


Capitulo 6
- Pois é. Pessoas andando com bombas, tentando matar as outras em plena praça de alimentação. Onde esse mundo vai parar? - eu continuei com sarcasmo.

- Meu deus. Tenho até medo de andar na rua, sabe? - ele me olhou assustado. - Bem, acho melhor irmos. Está ficando tarde. - Nos levantamos.

- Okay. - não poderia perder a deixa. - Eu te levo em casa.

- Não é necessário. - ele sorriu.

- Eu faço questão, meu querido. - eu insisti.

- Realmente, não é necessário! Aliás, eu prefiro te levar e casa! Onde é mesmo sua casa? - ele sorriu.

- Não! Eu te levo em casa, cara! Sem problemas! - eu insisti, já perdendo a paciência.

- EU te levo em casa. - ele rangeu os dentes discretamente.

- Eu te levo em casa, caralho! - eu gritei, chamando a atenção de todos.

Ele arregalou os olhos.

- Acho melhor cada um ir pra sua casa, então? - ele me olhou desconfiado.

- Ótimo! - eu sorri falsamente. - Nos vemos por aí... Me dá seu telefone?

- Eu não tenho telefone. Me dá o seu, é melhor. - ele sorriu.

- Eu também não tenho. - claro que era mentira. Tanto dele, quanto minha.

- Quero ver se nós vamos continuar nesses joguinhos por muito tempo. - ele disse se aproximando de mim.

- Depende apenas de você. Se você colaborar comigo... - eu me apoiei numa mesa atrás de mim, enquanto o observava ficar perigosamente próximo.

Ele postou uma mão em minha cintura, embaixo da minha blusa. Seus dedos deslizaram levemente, fazendo um carinho gostoso.

- Você não quer mesmo me dizer seu telefone? - ele perguntou próximo ao meu ouvido, distribuindo beijos em meu pescoço.

Eu conhecia bem aquela técnica. Eu usava aquela técnica. Ele não me pegaria com aquela técnica.

- Por que você não me dá o seu, honey? - eu o puxei pra mais próximo pela cintura. - Seria tão mais simples assim... 

Seus dedos deslizaram pelo meu rosto e contornaram meus lábios, enquanto os seus ficavam cada vez mais próximos.

- Ah... Por favor, vai... - ele falou manhosamente.

- Nã, nã, honey... - eu sussurrei.

- Você fica absurdamente sexy quando fala isso. - ele falou colocando as suas mãos na minha cintura e a apertando.

- O quê?...Honey...? - eu sorri inocentemente. Eu sabia do poder que exercia sobre as pessoas.

Ele aproximou seu rosto e encostou seus lábios nos meus. Devo confessar que estremeci. Não sei, seu beijo era diferente. Mas não havia motivos para tal. Ele tinha dois lábios, uma língua e dentes. O que poderia ter de tão diferente?

- Essa noite não precisa acabar aqui... - ele sussurrou.

- É só você me levar pra sua casa. - eu lhe disse no mesmo tom.

- E por que não na sua? - ele perguntou ainda próximo.

- E por que não na sua? - eu repeti sua pergunta.

- Já reparou que nunca nenhum dos dois cede?

- Já pensou em como vai ser animal fazer sexo com os dois brigando pra ver quem vai a loucura primeiro? - eu mordi o lábio.

- Na minha casa. - ele falou por fim, me puxando pela mão.

Nós saímos apressadamente do shopping e pegamos um táxi. Claro e óbvio que eu não faria sexo com ele. Ora, vamos, ele podia ser de um assaltante à um serial killer. Mas eu também não poderia perder a chance de descobrir seu nome. Não é possível que na sua casa não tenha um documento, uma foto, um bilhete, qualquer coisa que entregue!

O táxi parou em frente a um prédio alto e robusto. Eu anotei mentalmente o endereço, caso precisasse voltar lá.

Nós entramos apressadamente enquanto ele me beijava, ele realmente queria aquela transa. Pobre criança. 

Ele me encostou na porta do seu apartamento, após subirmos por um elevador, e começou a me beijar ferozmente enquanto abria a porta.

Nós entramos cambaleando pelo apartamento e caímos no sofá. Sua boca desviou na direção do meu pescoço e eu olhei ao redor do apartamento. Nada fora do comum, pra minha frustração.

Eu me lembrei que quando uma pessoa era perseguida pela nossa empresa, ela costumava ser marcada por uma tatuagem na barriga, na altura do umbigo. Isso quando ela não era morta, claro. Com muito esforço, me virei no sofá, ficando por cima dele. Além de não querer que parecesse que ele ia me fazer gritar, eu queria conferir sua barriga.

Tomei seu posto e beijei seus lábios sem o menor carinho, enquanto minhas mãos deslizavam brutalmente pra cima, retirando a camiseta. Desci beijando seu peito e parando para chupar os mamilos. Certo, eu admito que estava gostando da provocação.

Eu parei novamente em seu umbigo, mas não havia nenhuma marca, nada. Eu me chutei mentalmente, pensando numa desculpa pra parar aquilo e tentar vasculhar o apartamento. Ele tomou novamente o controle, beijando meu pescoço. Eu visualizei um copo de vidro em cima da mesinha do telefone, próximo ao sofá.

“Bingo!”

Estiquei minha perna ao máximo e consegui alcançar o copo, derrubando-o e fazendo-o se quebrar.

- Ops. - eu falei com um sorriso nos lábios.

- Esquece. - ele voltou a me beijar.

- Não! Já imaginou a gente andando pro quarto e pisa num pedaço de vidro?! Melhor você limpar! - eu falei, realmente querendo que ele saísse.

Ele me olhou desconfiado, mas sorriu em seguida, me deixando confusa.

Ele levantou-se e seguiu pra uma porta, que julguei ser a área de serviço. Me levantei rapidamente e comecei a mexer nas gavetas das estantes, mas novamente me pareceu uma casa totalmente normal.

Afinal, que bosta tinha aquele panaca?

Eu ouvi passos no corredor e corri pro sofá. Ele voltou sem vassoura e com um algo nas mãos.

- Achei que você tivesse ido pegar uma vassoura! - eu ri, observando o pacotinho.

- Ah, esquece isso. - ele falou “jogando-se” por cima de mim.

Repita o mantra Blanco: ele pode ser um assassino da pior espécie. Não durma com ele. Não durma com ele. Não durma com ele.


Continua...

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