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05 novembro 2012

Should I be Shoked?


Capitulo 5
Não tardei a chegar em casa. Tomei banho e troquei de roupa. Se ele era mesmo tão esperto quanto A voz dizia, eu precisava fazer tudo o mais depressa possível.

Fui até a padaria, me xingando mentalmente no caminho, eu havia dito que não voltaria e, bem, eu estava voltando. Encontrei um outro funcionário no caixa e resolvi perguntar pra ele.

- Olá, eu procuro... 

- Arley Adans. - ele completou o que eu dizia, vindo por trás de mim.

Eu me virei pra ele e, bem, ele estava perigosamente próximo, diga-se de passagem.

- Achei que fosse demorar mais alguns dias. - ele disse sorrindo.

- Não seja tão exibido. - eu sorri, querendo socá-lo.

- E então? - ele cruzou os braços.

- Eu... ahn... - certo, o que eu diria a ele?

- Eu aceito. Depois do expediente no shopping Miami Center. - ele sorriu.
[n/a: Bom deu pra reparar que a fic se passa nos Eua neh? Okey.]

- Obrigada por facilitar as coisas. - eu lhe disse sorrindo.

- É um prazer... Qual o seu nome? 

- Lu... Lauren. Lauren Evaculik. - eu sorri. Se eu não sabia o seu nome, ele também não saberia o meu.

- Uhn... - ele me olhou desconfiado. - E quando você vai me dizer seu nome ?

Eu gelei. Ele não poderia ser tão esperto. Não mesmo.

- Do que você está falando? - me fiz de desentendida.

- Quando você vai me dizer seu nome? - ele apenas repetiu a pergunta.

- Quando você me disser o seu. - eu respondi. - Nos vemos mais tarde.

Eu saí da padaria. Certo. Talvez ele fosse um pouquinho esperto. Mas se ele é esperto, eu sou esperta e meio. Dei uma volta pelo bairro, esperando que desse a hora de nos encontrarmos.

Voltei à padaria pouco tempo depois e o encontrei me esperando na porta.

- Oi. - ele sorriu amigavelmente e começou a andar.

- Olá. - eu andei ao seu lado.

Silêncio irritante e constrangedor.

- Eu falei que você voltaria. - ele disse após um período de silencio.

- Como você poderia ter tanta certeza? - eu ergui uma sobrancelha.

- Acredite, eu tenho meus meios. - ele sorriu de lado.

“Eu tenho meus meios”. Por que isso não me cheirava nada bem?

Nós chegamos no shopping e fomos jantar na praça de alimentação. Nos sentamos à mesa e começamos a conversar.

- Mas e então, me fale mais sobre você... De onde você é? - eu perguntei o olhando sugestivamente.

- Daqui mesmo... E você? - ele perguntou da mesma forma.

“Mentiroso.”

- Também. - eu sorri e tomei um gole da coca cola. - Com quantos anos você se mudou pra cá? - sim, eu pretendia confundi-lo.

- Doze anos. - ele falou rapidamente, quase engasgando com o refrigerante.

- Tão novo? - perguntei sorrindo.

- Pois é, pois é... - ele puxou a gola e olhou pro lado, finalmente percebendo o que havia falado. - Eu vou ao banheiro. - ele falou sem nem esperar resposta e se levantou.

Eu o acompanhei com os olhos até o banheiro. Uma pena. Ele era muito gostoso, mas provavelmente eu estaria com sua cabeça nas mãos em algumas semanas. 

Eu olhei sobre a mesa e vi que ele havia deixado sua carteira. Eu sorri mentalmente e a peguei. Eu intercalei olhares entre a carteira e o banheiro enquanto a vasculhava, mas não havia nada de útil ali. Apenas dinheiro e uma pequena esfera metálica.

“Esfera metálica?!”

Eu me levantei rapidamente e corri até o lixeiro mais próximo, jogando a esfera lá dentro.

- FOGO! - eu gritei e vi todos se afastarem correndo do lixeiro.

Não demorou, e o lixeiro explodiu, fazendo mil e um pedacinhos voarem por toda a praça de alimentação.

O que uma Nano bomba estaria fazendo na carteira de um caixa de padaria? Poupe-me.

- O que houve aqui? - ele voltou pra mesa, notando todo o alvoroço na praça de alimentação.

- Parece que ALGUÉM colocou uma bomba no lixo. - eu o olhei sarcástica.

- No lixo!? - ele assustou-se, mas logo se recompôs. - Céus! Onde esse mundo vai parar?! 

Sou abrigada confessar: ele era, no mínimo, um ótimo ator.


Continua...

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