

Capitulo 11 e 12
Capitulo 11
Sua mão era quase o dobro da minha em tamanho, macia e quentinha. Talvez a mão mais gostosa de segurar no mundo. Com um sorrisinho adolescente, o sr. Borges voltou a me encarar, com seus olhos pretos brilhando muito em meio à escuridão, e eu percebi que seu rosto se aproximava do meu devagar. Fiquei séria, com medo de alguém olhar pra trás e nos ver, mas ele colocou uma mão em meu rosto, como se me impedisse de virar e checar essa possibilidade.
- Eu já tomei esse cuidado, pode ficar tranqüila – ele sorriu, acariciando minha bochecha com seu polegar. Sorri também, com o coração acelerado. Milhares de coisas passavam pela minha cabeça. Eu estava prestes a ser beijada pelo professor que eu mais admirava nesse mundo. O cara mais perfeito que eu já tinha conhecido, que nunca mostrou um defeito sequer durante os três anos em que me deu aula. E que era treze anos mais velho que eu.
Mesmo com tantos conflitos, apenas fechei os olhos e deixei as preocupações de lado. Nossos lábios se tocaram e eu logo permiti que ele aprofundasse o beijo, brincando calma e intensamente com a minha língua. Deslizei minha mão pelo ombro dele na direção da nuca, quase prensada entre o encosto da cadeira e seu rosto, e embrenhei meus dedos naqueles cabelos macios. Micael (acho que agora tenho intimidade suficiente pra chamá-lo pelo nome, certo?) apertou com mais força a minha mão, me fazendo sorrir. Logo ele partiu o beijo, deixando seu rosto próximo do meu e me encarando de um jeito bonitinho.
- Acho melhor te emprestar esse documentário pra você ver em casa – ele riu baixinho, e eu assenti, ainda assimilando tudo que tinha acontecido. Durante o filme todo, nós ficamos de mãos dadas disfarçadamente, até que o documentário acabou e ele se levantou para acender as luzes. Várias pessoas, incluindo Carla, acordaram assustadas com a claridade repentina.
- Até mais, professor – sorri, tentando não dar bandeira do que tinha acontecido quando ia passar pela porta, mas ele logo fez uma cara meio brava e disse:
- Espera, Messi, eu preciso conversar sobre um assunto sério com você.
Engoli em seco, nervosa, e esperei até que o anfiteatro estivesse vazio.
- O que foi? – perguntei, confusa, enquanto ele nos fechava lá dentro, e recebi um beijo como resposta. Micael me abraçou pela cintura, me puxando pra bem perto dele com vontade, e eu passei meus braços por seu pescoço, ainda surpresa com aquela atitude inesperada. Ele me levantou do chão, sorrindo durante o beijo, e eu segurei firme em seus ombros deliciosos. Eu só podia estar sonhando, não era realmente possível eu estar beijando Micael Borges, o homem mais perfeito da face da Terra. Ele desacelerou o beijo após alguns maravilhosos minutos, transformando-o em vários selinhos, até que parou de me beijar e ficou me olhando, ainda sem me deixar tocar o chão.
- Eu já tomei esse cuidado, pode ficar tranqüila – ele sorriu, acariciando minha bochecha com seu polegar. Sorri também, com o coração acelerado. Milhares de coisas passavam pela minha cabeça. Eu estava prestes a ser beijada pelo professor que eu mais admirava nesse mundo. O cara mais perfeito que eu já tinha conhecido, que nunca mostrou um defeito sequer durante os três anos em que me deu aula. E que era treze anos mais velho que eu.
Mesmo com tantos conflitos, apenas fechei os olhos e deixei as preocupações de lado. Nossos lábios se tocaram e eu logo permiti que ele aprofundasse o beijo, brincando calma e intensamente com a minha língua. Deslizei minha mão pelo ombro dele na direção da nuca, quase prensada entre o encosto da cadeira e seu rosto, e embrenhei meus dedos naqueles cabelos macios. Micael (acho que agora tenho intimidade suficiente pra chamá-lo pelo nome, certo?) apertou com mais força a minha mão, me fazendo sorrir. Logo ele partiu o beijo, deixando seu rosto próximo do meu e me encarando de um jeito bonitinho.
- Acho melhor te emprestar esse documentário pra você ver em casa – ele riu baixinho, e eu assenti, ainda assimilando tudo que tinha acontecido. Durante o filme todo, nós ficamos de mãos dadas disfarçadamente, até que o documentário acabou e ele se levantou para acender as luzes. Várias pessoas, incluindo Carla, acordaram assustadas com a claridade repentina.
- Até mais, professor – sorri, tentando não dar bandeira do que tinha acontecido quando ia passar pela porta, mas ele logo fez uma cara meio brava e disse:
- Espera, Messi, eu preciso conversar sobre um assunto sério com você.
Engoli em seco, nervosa, e esperei até que o anfiteatro estivesse vazio.
- O que foi? – perguntei, confusa, enquanto ele nos fechava lá dentro, e recebi um beijo como resposta. Micael me abraçou pela cintura, me puxando pra bem perto dele com vontade, e eu passei meus braços por seu pescoço, ainda surpresa com aquela atitude inesperada. Ele me levantou do chão, sorrindo durante o beijo, e eu segurei firme em seus ombros deliciosos. Eu só podia estar sonhando, não era realmente possível eu estar beijando Micael Borges, o homem mais perfeito da face da Terra. Ele desacelerou o beijo após alguns maravilhosos minutos, transformando-o em vários selinhos, até que parou de me beijar e ficou me olhando, ainda sem me deixar tocar o chão.
Capitulo 12
- Desculpa, eu vou fazer você se atrasar pra próxima aula – ele disse, alarmado, acordando do transe e parando de me segurar como se estivesse fazendo algo proibido (e se formos pensar bem, estava mesmo).
- Tudo bem, eu não me importo – sorri, ainda abraçando-o pelo pescoço – Não acho que vá conseguir prestar atenção em alguma coisa hoje depois disso tudo.
- Pelo menos você tem a opção de não prestar atenção – ele riu, com seus braços firmes ao redor da minha cintura – E eu, que tenho que estar sempre concentrado no que vou explicar? Tô ferrado hoje!
- Imagina, o senhor sempre consegue explicar tudo direitinho – eu respondi, ainda sorrindo de um jeito besta ao observá-lo – E além do mais, o senhor deve estar acostumado com esse tipo de coisa.
- Esse tipo de coisa? – ele repetiu, com um sorriso curioso no rosto – Você quer dizer que eu tô acostumado a beijar alunas?
Fiquei séria, sem saber o que responder por alguns segundos, até acabar confessando:
- E não é verdade?
O sr. Borges fez uma cara surpresa e riu, jogando a cabeça pra trás. Eu já disse que adorava quando ele fazia isso? Pois é, descobri que essa risada conseguia ser ainda melhor quando meus braços estavam ao redor do pescoço dele.
- Quem tá acostumado a esse tipo de coisa é o Aguiar – ele falou, fazendo cara de quem não aprovava muito esse comportamento, e na mesma hora minha expressão ficou séria – Que por sinal, já deve ter começado a aula sem você a uma hora dessas.
Só de lembrar que Arthur Aguiar existia, meu estômago deu uma fisgada. Revirei os olhos, tentando parecer inconformada por ter que desfazer aquele abraço gostoso, e não assustada por pensar em estar a menos de 50 metros de distância do Aguiar.
- Ei, escuta – ele sussurrou, me puxando pra trás da porta que ele mesmo tinha acabado de abrir – Vê se faz uma cara bem séria quando sair daqui, como se eu tivesse te dado uma bronca ou algo do tipo. Vai parecer que eu realmente conversei sobre algo sério com você quando seus amigos te virem.
Gente, pega só o sr. Borges todo maroto! Que lindo, meu Deus, ele realmente conseguia se superar com aquele sorrisinho danado no rosto.
- Pode deixar – sorri, tentando não voar nele e fincar minhas unhas naqueles ombrinhos divinos.
- Eu te procuro amanhã pra gente… Conversar – ele murmurou, aumentando aquele sorriso daqueles que iluminavam o meu dia, e me deu um selinho demorado antes de me deixar sair do anfiteatro. Pra mais uma aula de sofrimento com o professor Aguiar, que hoje não conseguiria tirar meu bom humor por nada nesse mundo.
- Tudo bem, eu não me importo – sorri, ainda abraçando-o pelo pescoço – Não acho que vá conseguir prestar atenção em alguma coisa hoje depois disso tudo.
- Pelo menos você tem a opção de não prestar atenção – ele riu, com seus braços firmes ao redor da minha cintura – E eu, que tenho que estar sempre concentrado no que vou explicar? Tô ferrado hoje!
- Imagina, o senhor sempre consegue explicar tudo direitinho – eu respondi, ainda sorrindo de um jeito besta ao observá-lo – E além do mais, o senhor deve estar acostumado com esse tipo de coisa.
- Esse tipo de coisa? – ele repetiu, com um sorriso curioso no rosto – Você quer dizer que eu tô acostumado a beijar alunas?
Fiquei séria, sem saber o que responder por alguns segundos, até acabar confessando:
- E não é verdade?
O sr. Borges fez uma cara surpresa e riu, jogando a cabeça pra trás. Eu já disse que adorava quando ele fazia isso? Pois é, descobri que essa risada conseguia ser ainda melhor quando meus braços estavam ao redor do pescoço dele.
- Quem tá acostumado a esse tipo de coisa é o Aguiar – ele falou, fazendo cara de quem não aprovava muito esse comportamento, e na mesma hora minha expressão ficou séria – Que por sinal, já deve ter começado a aula sem você a uma hora dessas.
Só de lembrar que Arthur Aguiar existia, meu estômago deu uma fisgada. Revirei os olhos, tentando parecer inconformada por ter que desfazer aquele abraço gostoso, e não assustada por pensar em estar a menos de 50 metros de distância do Aguiar.
- Ei, escuta – ele sussurrou, me puxando pra trás da porta que ele mesmo tinha acabado de abrir – Vê se faz uma cara bem séria quando sair daqui, como se eu tivesse te dado uma bronca ou algo do tipo. Vai parecer que eu realmente conversei sobre algo sério com você quando seus amigos te virem.
Gente, pega só o sr. Borges todo maroto! Que lindo, meu Deus, ele realmente conseguia se superar com aquele sorrisinho danado no rosto.
- Pode deixar – sorri, tentando não voar nele e fincar minhas unhas naqueles ombrinhos divinos.
- Eu te procuro amanhã pra gente… Conversar – ele murmurou, aumentando aquele sorriso daqueles que iluminavam o meu dia, e me deu um selinho demorado antes de me deixar sair do anfiteatro. Pra mais uma aula de sofrimento com o professor Aguiar, que hoje não conseguiria tirar meu bom humor por nada nesse mundo.
Continua...
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